Quem foi que disse que não acredita na força do pensamento. No mês do centenário de Luiz Gonzaga eu não parava de pensar na ideia de ir para Exu, terra natal do Rei do Baião participar dos festejos deste homem tão importante para a cultura Nordestina. Então, na semana anterior ao centenário recebi uma ligação de um grande amigo, Felipe Milfont, me convidando para ir para Exu, participar deste evento, só precisei de um segundo para analisar a proposta e outro para aceitar.

Exu fica localizado no sertão pernambucano, a 630km do Recife e para fazermos uma viagem tranquila calculamos pelo menos oito horas de viagem.  

Partimos no dia 13, as 5:30hs da manhã e já fomos tomar o café da manhã lá em gravatá no Rei da Coxinha. 


Viagem muito tranquila, principalmente enquanto não acaba a duplicação da BR 232, depois apenas uma única mão indo e vindo, exige um pouco mais de atenção dos motoristas, principalmente pela grande quantidade de animais na pista.


Não tivemos dificuldade de tomar o rumo certo, a estrada está com esse trecho bem sinalizado, o que facilita bastante para quem nunca foi para aquelas bandas.

Em todo o caminho, podemos perceber como a falta d’água interfere na vida do sertanejo, o solo árido, a vegetação seca, o gado morto a beira da estrada, é de dar uma tristeza que não tem tamanho, mas é tudo isso que faz do sertanejo um forte, um bravo que ama a sua terra e não aceita convite para troca-la por nenhuma outra. Muitas vezes lembrávamos da musica de Luiz Gonzaga – Asa Branca –  “que braseiro, que fornalha, nem um pé de plantação, por falta d’água perdi meu gado, morreu de sede meu alazão”.


Na chegada a cidade, tem um trevo, com uma estátua para Raimundo Jacó um vaqueiro que foi covardemente assassinado, o Padre Cicero que é uma das maiores representações religiosas para os Nordestinos e Luiz Gonzaga o Rei do Baião e eleito o pernambucano do século, dando as boas aos visitantes.

Exu atravessa a maior seca dos últimos 40 anos. Ainda não é uma cidade preparada para receber o turista, tem falta de sinalização, pousadas com pouca estrutura, pouca organização administrativa e turística, mas está caminhando.

Com dois grandes eventos na região, como o aniversário de Luiz Gonzaga e a missa do Vaqueiro, esperamos que a cidade se prepare melhor a cada ano para receber cada vez mais turistas e movimentar mais a cidade.
Noroeste pernambucano, Sertão do Araripe
Distância da capital Recife (km): 630
Área da unidade territorial (km²): 1.493,91 Clima: Semi-árido
Região: Sertão
Micro-Região: Araripe
Altitude (m): 523 
Rodovias de Acesso: BR-122, BR-316, BR-232
Fronteiras com os municípios: Crato-CE; Bodocó-PE; Granito-PE; Moreilândia-PE

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