Por Antonio Junior
 
É difícil acreditar que um simples canivete dado de presente a um garoto, pode dar inicio a uma das maiores coleções de armas brancas do mundo.  Pois foi assim que Ricardo Coimbra de Almeida Brennand, ou apenas Ricardo Brennand, iniciou sua coleção. Como um apaixonado colecionador ele seguiu juntando todos os tipos de canivetes, punhais, adagas, armaduras, etc. Esta paixão por colecionar armas foi transferida inclusive para as pinturas, tapeçarias, livros, moedas, estatuas, etc.

Mais especificamente as obras do Pintor Frans Post, o mais interessante é que esta coleção particular não estava a mostra para o publico o que o inspirou a criar o Instituto Ricardo Brennand, em homenagem ao seu tio que tinha o mesmo nome dele e em 2002 deu-se a fundação deste instituto.

O instituto é um complexo formado pelo castelo, pinacoteca e biblioteca voltado à preservação da arte e da cultura
O Museu de Armas Castelo São João, reúne a mais importante coleção de armas para caça e armaduras das mais diversas origens e épocas, cobrindo um espaço de tempo entre os séculos XV e XXI, provenientes da Europa, Ásia, América e África. Essas obras de arte estão reunidas em coleções de Pintura, brasileira e estrangeira, Armaria, Tapeçaria, Artes Decorativas, Escultura e Mobiliário.

Ao entrar na área do castelo você já sente a imponência do lugar, com uma estrada belíssima e palmeiras imperiais as suas margens, que mais parecem guardiões do castelo, estão presente em todo o caminho.


Um jardim, muito bem cuidado, fica na área do estacionamento, para receber os visitantes.

Ao entrar nas dependências do castelo, outra surpresa, obras do artista plástico Botero ficam em exposição permanente no jardim, assim como uma réplica da estátua do David de Michelangelo.
Continuando o passeio, podemos visualizar a pinacoteca do Instituto, que foi inaugurada em setembro de 2002, com a exposição internacional “Albert Eckhout Volta ao Brasil 1644-2002”. Atualmente o IRB está em cartaz com as mostras: “Frans Post e o Brasil Holandês”, “Paisagem Brasileira do Século XIX” e “O Julgamento de Nicolas Fouquet”.
 

Outro ponto auto do passeio é o museu de cera, onde esculturas de pessoas em tamanho e características reais retratam uma cena de inquisição fazendo com que o expectador sinta-se transportado para o século XV.

O instituto possui também uma biblioteca, com capacidade para cem mil volumes, mas que ainda está longe deste numero, com aproximadamente vinte mil itens, o que também não é pouco. A coleção de Obras Raras abriga obras do século XVI ao XX, dificilmente encontradas em outras bibliotecas ou arquivos. O tema principal dessa coleção são livros sobre o Brasil, escritos por viajantes do século XVII ao XIX, e livros escritos no período colonial e imperial, obras de grande interesse para a pesquisa histórica, artística, cultural, política, de costumes, de história natural, etc.
Ao terminar o passeio, acredito que o visitante vai estar um pouco cansado e com a cabeça cheia de informações valiosas. Por este motivo sugiro uma parada na área da cantina, um lugar cuidadosamente criado para manter a classe do castelo. Tomar um bom café com uma tapioca de queijo tem o poder de recuperar a energia e o bom humor de qualquer visitante.

Endereço:
Alameda Antônio Brennand, s/n – Várzea – Recife / PE Cep. 50741-904

Horário de Funcionamento:
Terça a domingo, das 13:00 às 17:00 h.
Monitoria no local – agendamento e informações pelo telefone (81) 2121.0352

Entrada
Adulto R$ 15,00
Estudante, professores e idosos R$ 5,00


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