Por Antonio Junior
Com relevante importância histórica para Pernambuco, o bairro da Madalena tem esse nome graças a Dona Madalena, esposa do Sr. De Engenho Pedro Afonso Durol, que frequentemente utilizava aquele caminho para chegar até o sobrado de São João Alfredo e ficando conhecido como passagem de Dona Madalena.
 Com o mesmo nome do Bairro, o mercado da Madalena teve sua construção iniciada em 6 de fevereiro de 1925 e a sua inauguração terminada no mesmo ano. Este mercado já chegou a ser chamado também de mercado do Bacurau, por ter o seu horário de funcionamento a noite e varando pela madrugada, sendo parada para os boêmios que procuravam locais abertos para beber ou até mesmo se recuperar da noitada com as comidas regionais: cuscuz com bode guisado, macaxeira com charque, mungunzá, etc.
Mercado da Madalena
Área de bares e restaurantes
O mercado já atravessou por algumas reformas, incluindo a ampliação de boxes, reforma de banheiros e infraestrutura em geral. Hoje ele tem 180 compartimentos que oferecem alimentos variados como frutas e verduras, serviços de costura e sapateiros, tem o comércio de animais como coelhos, peixes, cachorros e gatos além do conhecidíssimo mercado ou feira de pássaros que atrai compradores de todas as localidades.
Boxes de carnes e verduras
Um dos boxes mais conhecidos neste mercado é a Confraria do Chifrudo ou bar dos Cornos como também é chamado, esse termo se dá aos maridos que por uma infelicidade do destino são contemplados com a traição das suas parceiras e tornando esses infelizes em motivos de chacota. 
Frente da confraria dos Chifrudos
O proprietário do estabelecimento é o Sr. Fernando que afirma está naquele mesmo local a mais de 32 anos, desde a época do bacurau.

Fernando da Gaia

Em junho de 1981, um grupo de amigos frequentadores do bar e que por motivo do trabalho, passavam a semana em viagens, faziam gozações entre eles mesmo referindo-se as esposas que ficavam “sozinhas durante a semana” e podiam procurar “consolo “ nos braços do Ricardão. Em uma dessas viagens um deles trouxe um par de chifres que se encontra até hoje no estabelecimento.
A confraria é extremamente organizada, com eleição anual de presidente e vice-presidente de modo direto e quase secreto, pois todos dizem abertamente em quem pretendem votar e chegam a fazer até boca de urna, sempre são apresentadas várias chapas, e ganha aquela com mais votos, claro.
Os associados têm carteirinha de sócio, com o nome e foto do associado, e tem a Oração dos cornos que diz assim: Meu Deus… Fazei com que eu não seja corno… Mas se eu for, que não saiba… Se souber, que não veja… Se eu ver, que me conforme… Amém!
Existem também as classificações de cornos, em qual delas você se encaixa:
Corno Manso – O que vê a mulher com outro e só balança a cabeça.

Corno Banana – A mulher vai embora e deixa uma penca de filhos.
Corno Xuxa – O que não larga a mulher por causa dos baixinhos.
Corno Azulejo – Baixinho, quadrado e liso.
Corno Galo – O que tem chifres até nos pés.
Corno Prevenido – O que liga para a esposa antes de ir para casa.
Corno Atleta – Enquanto ele sai para jogar futebol, o Ricardão (da Argumento Vídeo?) chega para encher a bola.
Corno Inflação – A cada dia que passa o chifre aumenta.
Corno Político – O que promete: “Eu vou matar esse cara”, mas nunca cumpre.
Corno Cético – Quando vê a mulher com outro, não acredita.
Corno Elétrico – Quando alguém lhe conta que sua mulher está com outro, responde: “Fique frio, que eu estou ligado”.
Corno Salário – Baixinho e só comparece uma vez por mês.
Corno Cebola – Quando vê a mulher com outro, chora.
Corno 7 de Setembro – Aquele que a mulher só dá bandeira.
Corno Geladeira – O que leva o chifre, mas não esquenta.
Corno Iô-Iô – Aquele que vai e volta.
Corno Ambulância – Aquele que, quando vê a mulher com outro, sai gritando: “Uau! Uau! Uau!”.
Corno Justiceiro – Aquele que se vinga, dando.
Corno Jibóia – O que dorme entre as pernas da mulher.
Corno Bateria – O que fica dizendo: “Vou tomar uma solução”.
Corno Porco – Aquele que só come o resto.
Corno Morcego – Aquele que só aparece de noite para sugar o sangue.
Corno Socialista – Aquele que não se importa em dividir a mulher com os outros.
Corno Abelha – O que vai para a rua fazer cera e volta cheio de mé.
Corno Terremoto – Aquele que, quando vê a mulher com outro, começa a tremer.
Corno Brahma – Aquele que pensa que é o número 1.
Corno Antarctica – Aquele que não sabe que a sua mulher é uma paixão nacional.
Corno Granja – O que dá casa e comida, mas são os outros é que comem.
Corno 120 – Aquele que, quando vê a mulher fazendo aquele número, vai ao bar tomar uma 51.
Corno Toureiro – Aquele que prefere segurar a vaca.
Corno Desinformado – Só ele é que não sabe.
Corno Religioso – Aquele que acha que a mulher dá só para fazer caridade.
Corno Português – Aquele que, quando lhe perguntam se a sua mulher é boa de cama, responde: “Uns dizem que sim, outro dizem que não”.


Primeiro simbolo da confraria

Más nem só de cornos vive a confraria, nela é possível você saborear a boa comida regional, como: Rabada, sarapatel, bode guisado, dobradinha, macaxeira, galinha cabidela, carne de sol, e muito mais, todos os pratos podem ser apreciados com aperitivos de cana como a cachaça, whisky, cerveja, vinho, ou outras opções de bebida.

Rua Real da Torre, 270 – Madalena – Recife
Telefone: 81 3445-1170

 

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